Para aqueles que acompanham a Fórmula 1, sabem que o Gp da Hungria é considerado o mais chato da categoria. Um circuito que não possui nenhum ponto de ultrapassagem, e que na maioria das vezes, quem larga na pole vence a corrida. Convenhamos que Mônaco também é uma corrida bastante monótona, mas tem todo um charme ao seu redor, principalmente observar os “duros” esbanjando luxo e riqueza a bordo de seus iates, enquanto nós ficamos sentados no sofá embaixo do ar condicionado, ou pior ainda, de um ventilador que só funciona fixo, escutando Galvão Bueno e sua sabedoria bastante questionada. Por isso, sábado é dia de muitas emoções no treino, que tem como favorito Hamilton e sua Mclaren que a cada dia o rendimento parece mais com o carro do Speed Racer, e as Ferraris correndo por fora. Se chover vira aquela loteria, e depois de Rubinho e Nelsinho alcançando o pódio, com chuva aposto até na vitória de Fisichella e sua Force Índia, que de forte só tem o nome e a grana que não é bem investida. Então meu amigos, domingo é dia de acordar cedo, tomar um café bem reforçado para manter-se acordado durante todo a corrida.
Confira os horários (de Brasília) do GP da Hungria:
Esse último final de semana, o circuito de rua de Valência, recebeu etapas da F3 Espanhola e da GT Open. Segundo os organizadores, tudo ocorreu como planejado e o circuito ficou mais do que aprovado, mas esqueceram de um pequeno detalhe... Existe uma diferença enorme entre carros de F3 e de F1, ou seja, ainda existe uma certa preocupação. As últimas corridas debaixo de chuva trouxeram sorte para nossos pilotos brasileiros Rubens Barrichello e Nelsinho Piquet, pois se tornaram uma incrível loteria. Vale lembrar que eram circuitos mais que conhecido pelos pilotos, agora imagine a situação: chuva, em um circuito completamente desconhecido, e repleto de muros! Além disso, tratando-se de um circuito de rua, não tem como saber a qualidade do asfalto, uma vez que o mesmo fica exposto a diversos fatores durante todo o tempo. Tudo bem, eles vão colocar um circuito novo as vésperas da corrida, mas basta lembra o Gp do Canadá, no qual só faltou colocarem alguns cones para que os pilotos não andassem sobre aquele combinado de asfalto, "durepox" e areia. Quem sofre mais ainda é o Gp de Cingapura. Um país que nunca teve tradição no esporte (alguém me diga um esporte famoso por lá!), receberá uma corrida noturna. Se David Coulthard parece não enxergar bem na luz do dia, imagine correndo de noite. Por mais que a iluminação seja de ultima geração, é certo que alguns pilotos vão colocar a culpa da quebra da caixa de câmbio, na iluminação do circuito. Apesar disso tudo a curiosidade em conhecer esses circuitos é enorme, e quem sabe Felipe Massa possa "adotar" um deles para ser o seu palco de espetáculos, como ultimamente vem fazendo no Gp da Turquia.
Grande abraço a todos.
Em Valência as freadas são fortíssimas e o risco de estampar o muro parece ser grande, haja vista que ninguém conhece a pista, e para obter o melhor rendimento será preciso diversas experiências até a adaptação plena. Quando se tem área de escape tudo bem, mas quando há um muro ao lado, a experiência pode acabar não sendo das melhores. Saberemos lá quem é o melhor piloto em capacidade de adaptação. Aquele que em três ou quatro voltas pega a mão da pista e na décima já começa a fazer tempo. Veremos também aqueles que colocarão desculpas em tudo e em todos para se eximir da responsabilidade e de sua própria incapacidade de adaptar-se e guiar bem.
Depois do Gp da Alemanha realizado neste último domingo, Alonso declarou que o brilhante resultado de Nelsinho Piquet, foi fruto de muita sorte. Tentando desmerecer o resultado de companheiro na Renault, Alonso deixou claro que aquilo poderia ter acontecido com qualquer piloto que estivesse no lugar do brasileiro. Bom em primeiro lugar, acredito que se no lugar de Nelsinho, estivesse Fisichella de Force Índia ou até mesmo Nakajima de Willians, talvez Felipe Massa conseguiria um segundo lugar. O primeiro, bom piloto mas sofre com o pior carro da categoria. E o piloto japonês, não parece ter muita capacidade de guiar entre os três primeiros, até por falta de experiência, já que Nakajima pulou algumas categorias de base. Em segundo lugar, gostaria de lembrar que na conquista de seu último título, Kimi era considerado o tremendo azarado da fórmula 1, e Alonso, era conhecido como sortudo. Sendo assim, da mesma maneira que o piloto espanhol tenta desmerecer Nelsinho, abre uma brecha para que possam questionar o seu título. Não quero alegar a falta de capacidade de Alonso, afinal quem acompanha a Fórmula 1 sabe que o espanhol é um grande piloto, mas ele sempre teve o melhor carro da temporada e praticamente nao tinha companheiro de equipe. Quando o mesmo foi para a Mclaren não conquistou nada, e viu seu companheiro de equipe Lewis Hamilton brilhar. Esse ano com um carro bem inferior as equipes de ponta, nem sequer um pódio o espanhol conseguiu. Caro Alonso, Nelsinho pode ter tido muita sorte, mas bem que você queria um pouco.
Nem sempre concordo com as opiniões de Niki Lauda, mas ele está certíssimo quando afirma que Hamilton tem tido performances de Senna. Mesmo quando a equipe erra ele faz a diferença e conserta. Hamilton tem feito as coisas acontecerem. Desde o início da temporada ficamos aguardando as pistas que, em tese, favoreceriam a Ferrari. Ocorre que, se nas pistas em que se previa tal favoritismo a Ferrari não soube aproveitá-lo ou a McLaren superou as expectativas, o que esperar das corridas seguintes nas quais a favorita é, em tese, a equipe inglesa. Minha opinião é a de que Hamilton fará barba, cabelo e bigode em Hungaroring. Espero que não.
Piquet
O que mais me impressionou não foi nem o segundo lugar de Nelsinho porque para tanto ele teve muita sorte. O que chamou minha atenção foi a constância de Piquet e a capacidade de se manter à frente de Massa sem deixar que este se aproximasse. Andou forte e igual a um relógio. Este é o verdadeiro Piquet.
Massa.
Massa fez o que estava ao seu alcance e mais do que a Ferrari podia alcançar. Para tanto, basta olhar para o pífio Raikkonen. O semblante de Felipe era aquele de quem está pensando: “o Hamilton está andando muito e há tempos não me sentia tão impotente diante de um carro que foi sumindo à frente do meu. Eles passaram a nossa frente e nós não vimos”.
Considerações finais
A Ferrari perdeu a competitividade e a pseudo-superioridade em relação à McLaren. Espero que tenha a humildade pra reconhecer a perda porque só assim terá condições de lutar contra Hamilton. Antes da primeira corrida, na Austrália, disse aqui no blog que Lewis era o cara a ser batido. Deu pinta de que não seria, mas agora ele está aí mais forte do que nunca.
Os Ferrari andam muito bem no primeiro e no segundo trechos enquanto Hamilton voa no Stadium. É isso mesmo. Na primeira e na segunda parte da pista, em que pese o fato de encontrar o limite certo para frear e acelerar o que conta mesmo é a velocidade e quem determina a velocidade é o motor e a aerodinâmica. Já na última parte, no Stadium, o que conta é o braço e o equilíbrio do carro. Não vejo os McLaren tão mais equilibrados, mas acredito no braço de Hamilton. Ele é muito agressivo e preciso no terço final. Outro destaque é Fernando Alonso. Do jeito que está “comendo pedra” e achando vitamina, na hora em que tiver nas mãos um carro competitivo será difícil segurá-lo. Tenho certeza de que a vida de Piquet teria se tornado menos complicada se ele tivesse qualquer outro piloto como companheiro de equipe. No que tange à dupla da Ferrari, vimos que Massa assombrou Raikkonen. Assombrou e sobrou. Foi muito mais rápido em todos os setores e foi surpreendente tanta diferença. Aposto em Massa ultrapassando Hamilton no primeiro ou segundo trecho logo na primeira volta e segurando Hamilton no terceiro, muito porque nesta parte da pista não há como passar. Daí em diante...
Um abraço.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Muitas especulações começam a ocorrer na F-1, principalmente agora, na segunda metade da temporada. Dentre elas, a ida de Alonso para a Ferrari e, mais recentemente, a de Hamilton, num futuro talvez não tão próximo. Levando-se em conta que Vettel também esteve nessa lista, o fato que me incomoda é que toda vez que tais especulações surgem, apesar de não terem nenhuma solidez, o nome cotado para ser substituído é sempre o de Felipe Massa. Definitivamente, Felipe parece não gozar da confiança da mídia automobilística internacional. Parece carregar aquele estigma de segundo piloto de Barrichello, Coulthard e Cia.. Não consigo ver dessa forma. É natural que o finlandês seja visto e tratado de forma diferenciada já que é o atual campeão. Mas não acredito que Raikkonen seja mais piloto do que Massa. Quando muito podem se equivaler na pesagem entre os prós e contras. Entretanto, mesmo na Ferrari, percebe-se que há certa tendência de "confiar" mais em Kimi do que no Felipe numa disputa de título. Eles têm os dados telemétricos e com certeza sabem quem é melhor no conjunto e, apesar de sabermos que nenhum dos dois é extra-série, Kimi demonstra errar menos e talvez seja este o fator determinante. Arriscar nem sempre é uma atitude bem vista na F-1. O risco só vale quando se tem confiança e domínio das circunstâncias de tal forma que o erro seja muito pouco provável. Tem que "confiar no taco". Era o que fazia Schumacher, que acertava quase todas e, mesmo quando errava, conseguia minimizar e até superar as conseqüências ou prejuízos. Já no caso de Felipe, ou a bola vai pra caçapa ou o taco "espirra". E aí fica difícil. Felipe Massa está bem confiante, mas precisa fazer com as pessoas sintam confiança nele. Uma vitória cairia bem no domingo.
Obrigado pelo desabafo.
Confira os horários (de Brasília) do GP da Alemanha:
Hoje em dia, já não me incomoda mais os inúmeros profissionais, que dizem ser de humor, quando na verdade adoram fazer graça da "desgraça" alheia. Cansam de dizer que Rubens Barrichello é um piloto lento, e que sempre andava atrás do alemão. Alguns são muito competentes quando trata-se de causar risadas, mas completamente ignorantes e sem um pingo de conhecimento, quando relacionados com o desempenho do piloto na fórmula 1. Quando Senna, o maior ídolo brasileiro no esporte, conquistou seu 3º título mundial, ele tinha como companheiro um piloto austríaco chamado Gerhard Berger. O mesmo praticamente SEMPRE, andava atrás de Senna e fazia muito bem o papel de 2º piloto. Mesmo assim, Berger era ÍDOLO em seu país, e nenhuma imprensa, seja como forma irreverente ou sarcástica, condenava as atitudes do piloto e sequer questionava sua capacidade. Agora no nosso país, um piloto que possui o recorde de corridas disputadas, que é atualmente o mais experiente piloto em atividade, que conquistou a sua primeira vitória largando em 18º sendo o ÚNICO piloto com pneu seco numa pista molhada, e que principalmente, era companheiro do maior Gênio da Fórmula 1, Michael Schumacher, é tachado como incompetente. Além disso tudo, uma equipe inteira trabalhava para Schumacher, e até mesmo ordenavam o piloto brasileiro a ceder sua posição ao companheiro alemão, e fora as inúmeras coisas que rolavam debaixo dos panos, que somente Rubinho poderá contar um dia. Basta lembrar a quantidade de pilotos brasileiros, que tiveram a sua passagem pela Fórmula 1, e hoje em dia somente são lembrados pois estão correndo na Stock Car, que por sinal, nenhum deles tem se destacado. Então quero parabenizar mais uma vez, nosso querido Rubinho, por mostrar mais uma vez sua capacidade como piloto, mesmo com todas os problemas da sua Honda, que merecia participar do Lata Velha no Caldeirão do Huck. E para aqueles que não lembram ou não querem lembrar, os melhores momentos da 1ª vitória de Rubens Barrichello na fórmula 1.