Excelente corrida de Felipe Massa. Mereceu a vitória mais do que ninguém pois foi o melhor durante todo o fim de semana. Por mais que Hamilton tenha assustado a alguns durante a transmissão, era um tanto suspeito todo aquele desempenho já que não era isso que a McLaren havia mostrado na sexta e no sábado. Entretanto, sabíamos que o desempenho da escuderia inglesa estava ótimo com pneus duros e péssimo com pneus macios. Por isso Hamilton só utilizou os pneus macios na última parte da corrida. Quanto a Raikkonen, era de se esperar que não fosse para o confronto com Lewis, mesmo estando mais veloz. Se não fosse a estratégia adotada pela McLaren a corrida teria sido monótona.
McLaren
O que a McLaren fez com Hamilton foi espetacular e inversamente proporcional ao que fez com Kovalainen. Aquilo foi um absurdo! Kovalainen tem dado um “pau” no Hamilton e eles estragam a corrida do cara dessa forma.
Alonso
O espanhol merece elogios pois vem operando milagres com aquele barco. A forma como o Ferrari se aproximou e passou pelo Renault foi impressionante. Parecia F-1 contra GP2.
Piquet
Linda ultrapassagem feita por Piquet. Fez a primeira perna da curva por fora para pegar a preferência da segunda perna. Mas de nada adiantou. Continua lento e terminando no fim do terceiro pelotão enquanto Alonso pontua e larga entre os dez. Dezessete carros terminaram a prova e ele foi o décimo quinto, atrás do Honda de Barrichello, enquanto seu companheiro terminou atrás somente dos três bichos papões: Ferrari, McLaren e BMW. Uma boa ultrapassagem em cinco corridas sem pontos e sem andar, sequer, no mesmo segundo do companheiro o leva a uma situação muito complicada. Está difícil mesmo para ele.
Mônaco
Na próxima prova, o importante para Massa é se manter à frente de Kimi Raikkonen. É uma pista complicada e ficará mais ainda sem o controle de tração. Felipe não gosta da pista e seu retrospecto não é tão bom assim por lá. Tem que ter cuca fresca, mente forte e equilíbrio para aproveitar ao máximo a boa fase e não achar um muro. Em Mônaco, se Hamilton é tudo isso que a mídia inglesa fala, ele fará, no mínimo, a pole position. Acredito até no primeiro pódio de Alonso. A distância entre os pequenos e os grandes diminuirá e reservará surpresas durante a prova. Pode acreditar!
Nessa semana tem a coluna “GP inesquecível”. Um forte abraço aos amigos do blog.
Esse final de semana, nosso piloto brasileiro alcança a marca de corridas disputas, que pertencia a Ricardo Patrese. Um piloto extremamente talentoso, mas que sempre foi criticado pela impresa, principalmente a do nosso país. Como já havia dito quando mencionei Olivier Panis, na coluna "Você Se Lembra ?", Rubinho assumiu um posto que pertencia, e sempre vai pertencer a Ayrton Senna. Não o posto de ídolo, mas o de simplesmente ligarmos a televisão, e acreditarmos numa vitória, sem depender da batida ou abandono de Mcihael Schumacher. Mas podem falar o que quiser, Rubinho mostrou que talento não se discute, e muitos que tanto o criticavam, hoje mordem a sua língua, entre eles Nelson Piquet, pai de um piloto que se não mostrar serviço, pode perder a vaga para o polonês Robert Kubica.
Segue os horários do Gp da Turquia desse final de semana.
Andaram ventilando pelo paddock a possibilidade de cada equipe poder concorrer com até três carros. É verdade que seria muito bom ver Alonso, Kimi e Massa nos carros da Ferrari, Hamilton, Kubica e Kovalainen nos McLaren, Nico Rosberg, Heidfeld e Vettel, por exemplo, nos BMW. A questão é: de que forma isso seria feito? Uma solução seria o aumento do número de carros no grid. Com a saída da Super Aguri sobraram vinte carros, ou seja, dez equipes. Assim, passaríamos a ter a possibilidade de ver até trinta carros largando em um GP. Alguns podem então questionar sobre como ficaria a situação das equipes pequenas. Com a saída da Super Aguri, não vejo mais nenhuma equipe pequena na F-1. Acho a idéia viável e uma interessante forma de dar a alguns talentosos pilotos a possibilidade de contar com um equipamento de ponta para disputar títulos. O público tem muito a ganhar.
Essa história sobre o flagrante dado no “fetichista nazista” já está passando dos limites. Está certo que Max é dirigente da FIA e tal conduta não é compatível com o cargo. Entretanto, o que se vê é uma exploração exagerada do assunto que, do meu ponto de vista, visa apenas a desestabilizar Mosley. Ninguém está a fim de participar de palestras sobre moralidade e compostura. O que realmente querem é a cadeira de Max Mosley. Se é assim, que façam de outra forma. O escândalo da espionagem foi pior. Mas será que nunca houve espionagem na Fórmula 1? E aí pergunto aos amigos do blog: será que os mesmos que estão execrando Mosley nunca participaram de “encontros ou reuniões” como aquela? É muita hipocrisia. Nelson Piquet mais uma vez está de parabéns e corroboro de sua opinião.
FÓRMULA INDY
Estão divulgando muito sobre a vitória de Danica Patrick na Indy. Mais uma vez concordo com Piquet. Não dá pra ter a Indy como parâmetro. Dos pilotos campeões que de lá saíram para a F-1, somente Villeneuve foi campeão e, ainda assim, porque guiava um carro infinitamente superior. Desafio os amigos a responderem quantas ultrapassagens Jacques fez naquele campeonato. Não vale os retardatários. O restante foi lamentável. Montoya foi o que melhor se saiu. Aquilo lá é brincadeirinha de vácuo! Os campeões que foram da F-1 pra lá obtiveram títulos na Indy e depois desaprenderam a pilotar. Os pilotos da Indy só faltam beber Budweiser e comer churrasquinho antes da corrida! Parabéns pra ela! Boa piloto, excelente forma, bonita e só. Mais do que isso só o marido dela pode dizer!
MASSA
Está vendo a diferença que fez a afobação de Massa. Se tivesse feito os quatro pontos do quinto lugar, no mínimo, que teria conseguido em Melbourne e os oito pontos do segundo lugar na prova seguinte, ele estaria em primeiro, com 30 pontos. Líder do campeonato. Cuca fresca Felipe!
HAMILTON
A falta do que fazer já está levando alguns a questionarem Hamilton. Entretanto, posso dizer que previ tudo o que está acontecendo. Bastar verificarem as postagens que fiz anteriores ao início do campeonato. A McLaren começou bem mas está sofrendo com a falta de um piloto experiente que possa desenvolver o carro. Cadê o Alonso? Está desenvolvendo o Renault. A dupla é jovem e talentosa. Mas na F-1 não basta ter o pé pesado. O ano vai ser duro para a McLaren que agora tem os BMW no encalço. Quantos aos Ferrari, também havia dito que se desenvolveriam mais à cada corrida devido ao seu time ser mais experiente. Estão achando que tenho bola de cristal? Não. Tenho 24 anos de Fórmula 1.
Um forte abraço a todos e obrigado pelas visitas e colaborações.
EM TEMPO:
Sinceramente não estou com paciência pra tirar água de pedra e encontrar algo interessante para falar sobre o monótono GP da Espanha. O campeonato é longo e é importante completar corridas para angariar dados para o desenvolvimento dos carros, assim como pontuar para garantir boa posição no campeonato de construtores e, consequentemente, garantir patrocinadores. Confesso que me surpreendi com a melhora da Renault e estou apreensivo com relação ao Nelsinho. De resto, Haikkonen andou mais e Massa fez o que deveria ter feito nas duas primeiras provas.
Para que eu possa contar a vocês um pouco da história dos GPs do Brasil e da Inglaterra de 1993 é preciso realizar uma digressão histórica e falar um pouco sobre a situação da Fórmula 1 naqueles tempos. O ano de 1993 começava com o campeão anunciado, o francês Alain Prost, guiando o seu impressionante Williams “de outro planeta”, como dizia Senna. Era desanimador entrar em qualquer curva atrás daquele carro tamanha a diferença de equilíbrio na frenagem e aproximação de curva. Mais desanimador ainda era tentar, em vão, sair da curva no vácuo dos Williams e vê-los “estilingando” na frente como se pertencessem realmente a outro mundo. Michael Schumacher guiava o Benetton equipado com os motores Ford Zetec que, por determinação contratual, eram cerca de 40 cv mais potentes que os motores Ford fornecidos para a McLaren, equipe de Ayrton. A Benetton contava ainda com as “supostas” e tão faladas artimanhas de Briatore e “Schummy” para driblar o regulamento e obter ganhos de desempenho na pista e nos boxes. Ayrton Senna, por sua vez, vinha de um ano difícil em que tinha assistido ao passeio de Mansell com o tão sonhado Williams. Prost havia vetado a ida do brasileiro para a equipe de Sir Frank, motivo pelo qual Senna passou a pensar seriamente na hipótese de não correr no ano de 1993. Após muita insistência e diante da relutância de Senna em entrar em qualquer carro que não fosse o Williams, Ron Dennis conseguiu convencê-lo a testar o McLaren Ford. Ron sabia que não tinha equipamento para disputar o título, mas com Ayrton certamente teria chance de vencer corridas. No fundo, Ron tinha certeza de que, apesar de não ter um bom motor, o carro era bem nascido e equilibrado. Mas nada disso valeria se Ayrton não gostasse do monoposto. Ayrton então iniciou o teste enquanto Ron Dennis aguardava ansioso o seu parecer. Senna retornou aos boxes após uma excelente performance no teste, retirou o capacete e a balaclava e aí foi o bastante. Ayrton nada falou e não esboçou sorriso para não dar o braço a torcer. Mas conhecendo Ayrton Senna como conhecia, Dennis, ao ver o semblante do piloto brasileiro, teve a certeza de que havia conseguido o seu intento. Faltava a segunda parte: o contrato. _ US$ 16.000.000!!! Ron não acreditou na exigência de Ayrton. _ Você quer que eu lhe pague US$ 1.000.000 por corrida? E foi assim que Ayrton competiu em 1993, com um contrato sendo fechado a cada corrida como se fosse uma espécie de, no bom sentido, “matador de aluguel”, “sniper” ou algo semelhante. “No money. No race.” Caros amigos, vocês podem ter a certeza de que essa foi, na minha humilde opinião, a melhor temporada de Ayrton Senna na F-1. O companheiro de Senna foi, durante as sete primeiras provas, o incompetente campeão da fórmula indy Michael Andretti, substituído depois pelo competente, promissor e jovem piloto finlandês, o futuro bi-campeão (98/99) Mika Hakkinen. Cabe um pequeno adendo pra falar a respeito de uma passagem ocorrida após a substituição de Andretti por Hakkinen. Em sua primeira corrida na temporada, salvo engano na França, Hakkinen conseguira ser mais rápido que Senna, conquistando uma posição à sua frente no grid. Foi mais do que suficiente para um batalhão de repórteres invadirem o paddock em busca de uma palavra daquele jovem que conseguira ser mais rápido que o “rei da pole”. Queridos amigos do blog. Não posso deixar de consignar, neste momento, as considerações de Gerhard Berger sobre o ocorrido. Berger era amigo de Senna e havia sido seu companheiro na McLaren. Sempre foi um piloto muito rápido mas sentiu, por diversas vezes, o que era lutar contra um piloto da estirpe de Ayrton. Em seu livro, Berger ressalta que Senna era único, “extraordinário”. Porém afirma que conseguia ser tão rápido quanto ele. O problema é que, segundo ele, físico e mentalmente, Senna era dois a três níveis acima dos demais pilotos. E Berger jamais havia visto alguém com tamanho compromisso com a vitória. O austríaco sabia que superar Ayrton, ainda que uma única vez, era o mesmo que assinar uma sentença de morte. Berger relata que, num diálogo com o francês Jean Alesi, este disse que iria superar, derrotar Ayrton Senna. Berger respondeu da seguinte forma: “Esquece! Você não vai conseguir! Um dia pensei o mesmo que você. Mas não dá!” O austríaco sabia o quê e o quanto incomodava Ayrton ser superado por seu companheiro. Então, após a “proeza” do finlandês, Berger passou pelo novo pop star Mika Hakkinen no paddock e tirou um pequeno momento para falar-lhe o seguinte: - Parabéns, Mika! O aluno andando mais rápido que o professor! Com humildade, Mika agradeceu e deu um sorriso. Berger então emendou: - Aproveita que esta é a última vez que você conseguirá andar na frente dele. E nunca mais Mika Hakkinen superou Senna. Feitas as considerações iniciais, passo a contar a história das corridas inesquecíveis. O Ayrton Senna de 1993 era outro, mais leve, mais sorridente, de certa forma descompromissado pois não tinha a obrigação de vencer. Seu carro era o quinto na F-1. À sua frente estavam os dois Williams e os dois Benetton. E mais, num dos Williams o tetra campeão Alain Prost. Num dos Benetton o futuro heptacampeão Michael Schumacher. Pra completar, Senna estava em lua-de-mel com a nova namorada, Adriane. Enfim, um estado de espírito como pouquíssimas vezes se viu. O nível máximo de amadurecimento pessoal, sentimental e profissional. Mesmo sem ter um carro a altura, o inabalável Ayrton conseguiu três primeiros lugares e dois segundos lugares nas seis primeiras provas. Seria inacreditável se não tivesse assistido à tudo. Em Donington Park, na Inglaterra, Senna fez aquela que receberia o título de “volta de placa”, a primeira volta mais fantástica da história da fórmula um. Chovia muito e Senna largou em quarto, atrás dos Williams de Prost e Hill e de Karl Wendlinger. Atrás dele estava Michael Schumacher com seu Benetton “batizado”. Pintando a luz verde, o alemão partiu para cima de Senna e buscou a trajetória externa da primeira curva. Ayrton então mergulhou pelo lado de dentro da curva numa manobra ousada, da esquerda para a direita, recuperando sua posição. Duas curvas depois Senna deu início a uma ultrapassagem antológica. Ultrapassou Wendlinger por fora numa curva à esquerda, deixando-o encaixotado atrás de Hill e pegando a preferência da curva seguinte à direita. Literalmente não havia tempo para respirar. Mais duas curvas e Damon Hill, atônito, assistia Ayrton lhe ultrapassando como se chovesse para todos e menos para ele. Segundo o jornalista Celso Itiberê, os ingleses, inclusive os narradores, não acreditavam naquilo que estava acontecendo. Parecia coisa de filme de ficção. Mas ainda faltava um carro à sua frente. O de Alain Prost. Ayrton então freou o mais dentro possível na curva do grampo, tocou rodas com Prost, dominou o carro que abanava para todos os lados e assumiu a ponta em apenas meia volta. Alguns grandes nomes do circo afirmaram, tempos depois, que se houvessem mais vinte carros à frente de Ayrton Senna, ele passaria por todos, sem dúvida alguma.
A corrida acabou com somente Senna e Damon Hill na mesma volta. Este 1m 24seg atrás do brasileiro. Ayrton quase deu uma volta em todos. Teve piloto que terminou a prova seis voltas atrás.
Será que Ayrton ainda tinha mais alguma coisa a mostrar na F-1? Muita gente se fazia essa pergunta. Foi quando chegou, quinze dias depois, o GP Brasil. Novamente os Williams na frente e na mesma ordem, com Prost fazendo um tempo 1 segundo e 8 décimos mais rápido que o de Ayrton. Senna, dessa vez, conseguira a terceira posição no grid, de novo à frente de Schumacher (dois décimos). Andretti e Patrese vinham logo à seguir com tempos um segundo mais lentos que o de Senna. A superioridade dos Williams era massacrante e em condições normais seria impossível superá-los. Eu disse em condições normais mas, sob chuva... Pois é, a previsão do tempo anunciava chuva durante a prova. E aí amigos... vocês já sabem. Prost pulou na frente e Senna passou Hill no “esse” que leva seu nome. Schumacher veio logo atrás, em quarto. Andretti bateu em Berger na largada em um grande acidente. Pouco tempo depois Damon Hill, que trazia consigo Schumacher, passou Ayrton na reta dos boxes enquanto Prost passeava lá na frente. Mas aí começou a chover e a história mudou. Prost perdeu o controle do carro do “esse” do Senna e bateu no carro de Christian Fittipaldi. Após a troca de pneus, Senna se distanciou de Schumacher e aproximou-se de Hill. Aliás, aproximou-se não, passou “de passagem”. Na subida do lago Senna deu um “drible” no inglês, fez uma “catimba”, jogou o carro para a esquerda e passou Hill pela direita. E aí, com disse o próprio Ayrton imitando o personagem do “Seu boneco” da Escolinha do Professor Raimundo: “fui pra galera!!!” E foi mesmo. Venceu a corrida com dezesseis segundos sobre Hill e quarenta e cinco segundos sobre Michael Schumacher. Ao passar pela reta oposta, teve que parar o carro pois “a galera” invadiu a pista e o carregou nos braços. Foi a consagração. No pódio, atentem para o primeiro detalhe, Juan Manuel Fangio, pentacampeão mundial de F-1, entregou o troféu para Senna que, com muita emoção, desceu e deu um fraterno abraço e um beijo em Fangio, demonstrando todo o respeito e admiração pelo piloto. Segundo detalhe. Levando-se em conta os sete títulos que Schumacher viria a conquistar e, porque não o título de Hill, somados aos de Senna e Fangio dá um total de dezesseis títulos mundiais de F-1 em apenas uma foto. O passado (Fangio), o presente (Senna) e o futuro (Schumacher), as três maiores lendas de todos os tempos no automobilismo reunidas pela primeira e última vez em uma foto.
Senna terminou o campeonato, incrivelmente como vice-campeão, superando Hill e Schumacher. Deu um show em Silverstone ao segurar Prost e Schumacher por dezenove voltas com audácia, talento e muita coragem. Para alguns um risco exagerado e sem propósito. Mas para quem ama a F-1, "momentos de automobilismo em estado de graça".
1993 Posição no campeonato 2º - 73 pontos África do Sul 2º Brasil 1º Europa 1º San Marino – Espanha 2º Monaco 1º Canadá 18º França 4º Inglaterra 5º Alemanha 4º Hungria – Bélgica 4º Itália – Portugal – Japão 1º Austrália 1º
Espero que tenham gostado. Um grande abraço a todos os amigos do blog e até a próxima.
OBS: o Gp do Brasil foi ANTES do Gp da Europa. Obrigado pela lembrança, amigo Rafael. Peço-lhe desculpas porque quando escrevo, faço com base em minhas memórias e, como ser humano, posso errar. Acompanho a F-1 desde 1984 e nem sempre guardo a ordem cronológica dos fatos.
Depois de 2 semanas, o circo da F1 está de volta, e inicia sua temporada européia de 2008. Esse ano não vamos ter a visita de sua santidade o Papa Bento, então o Gp da Espanha será transmitido na integra pela Rede Globo. Lembro-me que ano passado foi uma tremenda revolta entre nós, fanáticos pela velocidade. Nada contra o Papa, aliás, sou católico, mas mesmo assim fiquei um tanto revoltado em interromper a transmissão da corrida para tal evento religioso. Não é todo dia que recebemos a visita de sua santidade no nosso país, mas nem sequer o canal de esportes, Sportv, que transmite os treinos, pode transmitir a corrida, que por sinal foi vencida por Felipe Massa. Desabafos a parte, quero ressaltar uma notícia um tanto curiosa, "Alonso na expectativa de uma vitória!". Todo piloto, eu disse TODO piloto tem a sua expectativa por uma vitória, desde quando ele começa no kart, até alcançar o seu objetivo, que é disputar uma temporada de F1. E para aqueles que hoje se encontram na presente temporada, todos tem um motivo para essa expectativa. Vou listar alguns: F. Massa - Depois do feito no gp da Turquia, vive a expectativa de uma vitória no Gp da Espanha, para entrar de uma vez por todas na briga pelo título. K. Raikkonen - Vive a expectativa de uma vitória, para continuar na liderança do campeonato, e principalmente, para aumentar a sua vantagem sobre Massa, seu companheiro de equipe. L. Hamilton - Espera alcançar a sua vitória, para abafar um pouco a pressão que começa a pairar sobre o piloto, afinal seu companheiro de equipe vem apresentando melhores resultados. H. Kovalainen - Depois de excelentes resultados, vive a expectativa de uma vitória, para consagrar de uma vez por todas seu talento, e ficar mais perto de Hamilton na classificação do campeonato. N. Heidfeld - Deseja conquistar sua primeira vitória, para consagrar de vez a boa temporada da sua equipe, a BMW, e dependendo da posição de Raikkonen, uma vitória poderia lhe render a liderança do campeonato.
Enfim, todos os pilotos tem um motivo para criar uma expectativa para a vitória, e quem ganha com isso somos nós, amantes da velocidade, afinal isso só contribui para um campeonato mais disputado, e cada vez mais acirrado, uma pena que todos não possam ter carros em condições iguais.
Segue abaixo os horários do gp da Espanha desse final de semana.